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Opinião pessoal sobre a política de Campos

EDMAR PTAK | Por que tanto desperdício?

Desde que assumiu a prefeitura em 01/01/2017, o prefeito Rafael Diniz vem reiteradamente dizendo que a prefeitura não tem dinheiro, que administração passada havia deixado a prefeitura numa condição de extrema dificuldade financeira.

Rafael resolveu economizar eliminando todos programas sociais, sendo que deixou bem enfatizado em sua campanha que tais programas sociais seriam mantidos e aprimorados.




Rafael resolveu economizar arrochando o salário dos servidores, que não tiveram nenhum reajuste salarial nos 03 anos de seu governo, e ainda tiveram seu calendário de pagamento alterado dos 3 últimos dias úteis do mês para o 5° dia útil do mês subsequente. Medida que vai de encontro ao que havia pactuado com os servidores que estes seriam valorizados e que os mesmos eram fundamentais para administração pública.

Não obstante, indo de encontro com o que pregava, de forma a beneficiar sua base de apoio, aumentou o número de RPAS e DAS, de uma forma tão irresponsável chegando ao ponto de não ter como pagar. Hoje, o pagamento dos salários estão com 2 meses de folha atrasada.

Além do mais, aumentou o número de Secretarias, muitas delas sem nenhum recurso para investir , existindo apenas o esqueleto de uma estrutura de cabide político e que custa caro aos cofres públicos.

Mantém vários contratos de espaço de locação que poderiam ter sido rescindidos desde primeiro dia de governo, pois o munícipio tem área de sobra para alocar todas secretarias, colégios, pátios para guardar frota de veículos da prefeitura, dentre outros. Áreas abandonadas como antigo CEASA e até o CEPOP poderiam estar sendo utilizadas já que possuem estrutura para abrigar muitos dos prédios hoje locados.

No âmbito da saúde, muito embora tenhamos um orçamento fabuloso, girando em torno de 750 milhões de reais ao ano, esta se mostra um verdadeiro caos: sem médicos, sem medicamentos, sem repasse para hospitais contratualizados, entre muitas outras mazelas. Desta conta que não fecha, foi proposta pela oposição uma CPI para apurar possíveis desvios deste milionário orçamento. Porém, não seguiu a frente diante da orientação do prefeito para que sua base aliada não assinasse a propositura da CPI da Saúde. Diante do exposto, fica a indagação: o que tem na área da saúde de tão terrível e macabro que o prefeito faz de tudo para impedir apuração por meio de uma CPI?

O breve relato acima demostra que, embora estejamos passando por dificuldades financeira, o que se falta é um GESTOR CAPAZ de fazer o cortes e ajustes necessários, auditorias nas contas da área da saúde e, sobretudo, administrar com o orçamento que hoje o município possui, que apesar de reduzido, deve fechar o ano de 2019 em torno de 1 BILHÃO E 700 MILHÕES DE REAIS.

“Dinheiro tem, falta gestão”, frase amplamente divulgada por Rafael Diniz em sua campanha eleitoral de 2016. Atualmente, diante desse quadro caótico, eu reafirmo: hoje temos dinheiro, contudo contudo continuamos sem um gestor.

Todo conteúdo publicado é de responsabilidade do autor.

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