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Disputa pela Prefeitura de Campos se transforma em uma das mais imprevisíveis que já tivemos

Na histórica eleição de 2004, dois candidatos eram apontados como favoritos pela Prefeitura de Campos. Paulo Feijó, que representava uma alternância entre as famílias Garotinho e Vianna, liderou pesquisas em boa parte do período eleitoral. Na última semana, o líder despencou e tivemos um segundo turno com Geraldo Pudim e Carlos Alberto Campista. Naquele momento, Pudim era apontado como franco favorito após ter ‘vencido’ o primeiro turno. O resultado todos se lembram, Campista, que estava em 3º nas pesquisas, foi o vencedor daquela eleição.

Em 2020, a novela pode se repetir, já que as incertezas tomam conta do pleito. Faltando menos de 48 horas para o início da votação, nada está definido. O primeiro colocado nas pesquisas até aqui teve a sua candidatura indeferida. Não se sabe nem se os votos para Wladimir serão contabilizados, já que o TSE aponta a situação do candidato como ‘anulado sub judice’ em seu aplicativo oficial, o que nos faz entender que não aparecerá na contagem oficial, assim como o seu pai, em 2018, quando disputou o cargo de governador. A incerteza faz com que Wladimir, que liderava até aqui, despenque em levantamentos internos realizados pelos partidos. Qual o limite para a queda de Wladimir?

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O segundo fator que irá tornar a eleição para a Prefeitura de Campos uma caixinha de surpresas é a disputa entre Caio Vianna e Dr. Bruno. O filho de Arnaldo e Ilsan carrega até aqui as lembranças do governo do seu pai, que mesmo tendo muitos erros e diversos relatos de desperdício, foi beneficiado pelo exagero dos royalties, o que faz o jovem candidato carregar consigo uma parcela importante do eleitorado. No entanto, não podemos nos basear em pesquisa nenhuma para medir a votação de Caio Vianna. Foi assim em 2016, quando o moço chegou a liderar as pesquisas e terminou em 3º, com poucos mais de 30 mil votos. Analistas apontam que a queda vertiginosa de Caio Vianna naquele pleito foi decisiva para que Rafael Diniz fosse o vitorioso ainda no primeiro turno.

Mais imprevisível que o tamanho de Caio, será a votação da surpresa dessa eleição, o Dr. Bruno. Levantamentos internos e pesquisas divulgadas apontam que apenas na semana passada, o candidato do Solidariedade cresceu cerca de 8% nas pesquisas, com uma margem de erro que pode chegar em até 12%, de acordo com o Instituto DataVIU, que tem como dono um jornalista ligado ao candidato Wladimir Garotinho. A tendência é grande parte do voto dos indecisos, que em um dos últimos levantamentos divulgado somavam 40% do eleitorado, seja transferido para o médico que nesse pleito representa uma alternativa ao Garotismo e a família Vianna.

Falando em indecisos, a eleição de Campos será decidida pelo voto de quem ainda não decidiu o seu candidato. E nisso, quem perde mais é o candidato Wladimir Garotinho. A tendência é que os indecisos prefiram ter voto útil, dividindo-se entre Dr. Bruno, Caio Vianna, Rafael Diniz e professora Natália. Essa, que por sinal, ao lado do Dr. Bruno é a grande novidade da eleição e terá uma votação de expressão, de acordo com o seu objetivo e com a relevância do seu partido na cidade.

A eleição de 2018 nos mostrou que não existe vitória antes de abrir as urnas, assim como não existe candidato cotado a ganhar no primeiro turno que não possa perder o favoritismo em questão de horas. Qual o tamanho da queda de Wladimir Garotinho? Qual o potencial de votos de Caio Vianna? Ele conseguirá ao menos dobrar a sua votação obtida em 2016? Qual o teto do Dr. Bruno? Aliás, existe teto para o candidato que tem o maior potencial de crescimento entre os indecisos?

São respostas que apenas no domingo teremos. Até lá, cabe ao eleitor campista compreender que para resolver a crise da cidade, o primeiro passo é votar de maneira consciente.




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