Delegado diz que é ‘prematura’ a possibilidade de incêndio criminoso no Hospital Badim

Uma equipe do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) está no Hospital Badim, na Tijuca, Zona Norte do Rio, desde às 8h desta sexta-feira. A perícia é realizada no local, onde morreram 11 pessoas em um incêndio iniciado na noite de quinta.

De acordo com o delegado Roberto Ramos, da 18ª DP (Praça da Bandeira), é “prematuro” falar em incêndio criminoso. “Os peritos ainda estão fazendo essa investigação. O local está de difícil acesso, há muita fuligem. O local está quente e com muita fumaça, por isso estamos aguardando pra ter um acesso melhor a essa localidade. Já acessamos o subsolo e o térreo, que são o nosso foco agora”, afirmou.
“É complemente prematura a possibilidade de incêndio criminoso. Nós somos técnicos, fazemos avaliação técnica e para isso a perícia da Polícia Civil está aqui”, pontuou.
Roberto Ramos também disse que não há a possibilidade de existirem novas vítimas dentro do hospital. “Os bombeiros já bateram todo prédio e não há possibilidade de ter mais vítimas lá dentro. Estamos com um número elevado de vítimas e estamos monitorando, porque, no caso, pode ocorrer novos óbitos [de pessoas que foram retiradas do local]. O número de vítimas pode aumentar, porque pessoas fragilizadas de saúde foram socorridas e podem vir a óbito.”.
Inicialmente, o fogo teria sido iniciado no gerador mas o delegado acredita que outros locais podem ser possíveis focos do incêndio. “Há outros locais que podem ser possíveis focos do incêndio, mas prefiro não falar quais. Mas sabemos que o fogo chegou ao gerador. Estamos vendo o foco primário para saber se realmente foi no gerador ou não. Vamos ficar aqui o dia todo, e se necessário amanhã e todo final de semana”, garantiu.
“Estamos também conversando com os engenheiros para saber a estrutura do hospital e a disposição dos móveis, para saber os possíveis focos de incêndio”, finalizou.
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