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De olho em 2022, pré-candidatos de fora de Campos invadem a cidade

Na medida em que o ano eleitoral se aproxima, pré-candidatos a cargos eletivos repetem sempre o mesmo roteiro: saem de seus gabinetes e começam a intensificar as suas saídas do gabinete, com fotos junto do “povão” e comendo galinhada no interior. Esse comportamento em Campos já é quase cultural, se repetindo a cada dois anos. Com políticos de olho em 2022, não poderia ser diferente. A cidade começa a receber políticos turistas que prometem mundos e fundos para as lideranças da cidade, em busca do objetivo que é vencer o próximo pleito.

Na luta por uma cadeira da ALERJ, alguns exemplos podem ser analisados como os forasteiros que aparecem em período eleitoral, que são desconhecidos por grande parcela da sociedade, e curiosamente terão expressivas votações em Campos. Por coincidência, dois desses nomes possuem histórico político em Niterói. Gustavo Schimdt, deputado estadual que buscará a reeleição, e Vitor Júnior, ex-presidente da Câmara de Niterói e braço direito de Rodrigo Neves, aumentaram consideravelmente as suas visitas na cidade de Campos, onde buscam aliados.

Vitor Júnior apesar de ter carreira política em Niterói, é campista, nascido e criado na localidade de Vila Nova, zona rural do município. Na cidade de Rodrigo Neves, foi vereador, presidente da Câmara, ocupou cargos no executivo e possui simpatia do eleitorado. No entanto, nem tudo são flores. Vitor já foi investigado, por exemplo, por ser sócio oculto de uma empresa de remoção de lixo que causou danos ambientais em São Gonçalo. Enquanto era secretário de Obras do Município, também foi questionado do porque a obra de expansão de um cemitério tinha valor maior do que a arrecadação de três cemitérios da cidade.

Além do histórico do moço em Niterói, em 2020, quando coordenou a campanha de Caio Vianna na disputa pela Prefeitura de Campos, Vitor também acumulou desafetos na planície. Entre as reclamações de ex-aliados, muitos reclamam do afastamento do político, e principalmente do não cumprimento de acordos estabelecidos no período eleitoral.

Já Gustavo Schmidt, tenta expandir suas bases políticas em virtude de ações extra-políticas que aconteceram durante o seu mandato. O deputado acumula episódios conturbados fora da política, que afetam a sua imagem diretamente.

No entanto, Schmidt foi inteligente em perceber que precisa aumentar as suas raízes, e iniciou o trabalho de recondução aproveitando um vácuo deixado pelo saudoso Gil Vianna para criar alianças em Campos. O deputado parece de fato ter simpatia pela cidade, onde começa a organizar um grupo político expressivo, com nomes conhecidos.

Entre um campista que abandonou a cidade ainda novo, e um niteroiense que adotou Campos, existe uma infinidade de outros políticos que enxergam nos quase 300 mil votos de Campos a oportunidade de alcançar cadeiras no legislativo estadual e nacional.

Possivelmente em 2022, Campos será palco da disputa mais pulverizada da história recente das eleições fluminense. Caberá ao campista entender quem são os candidatos, e analisar se irão optar por forasteiros ou por realizadores.

Todo conteúdo publicado é de responsabilidade do autor.

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