Com servidores de mais duas escolas de Campos cruzando os braços, pelo menos mais 5 escolas se movimentam para aderir o manifesto. Segundo informações algumas escolas de Campos não tem servidores necessários nem para garantir a segurança dos estudantes.

Professores de mais duas escolas decidiram cruzar os braços no dia de hoje, devido a falta de estrutura necessária para atender a comunidade. O fato ocorreu nas escolas Dom Otaviano e Colégio João Pessoa, situadas em Ururaí e Parque São Caetano.

A principal alegação de professores e servidores é a falta de estrutura básica para o ensino, como carteiras quebradas, falta de material didático, banheiros sem condição de uso, equipamentos com defeito, entre outros. Em respeito aos alunos, professores e servidores fizeram questão de reunir-se com os estudantes e explicar a situação.

O movimento vem se fortalecendo nas escolas de campos, e promete que cada vez mais escolas vão aderir ao movimento em Campos. Professores das escolas José do Patrocínio, Nilo Peçanha, Paula Barroso e Félix Miranda. Na escola Felix Miranda por exemplo, falta atendimentos básicos, como por exemplo, porteiros. Funcionários informam que a escola está a cerca de 3 meses sem porteiro.

No cólegio João Pessoa, uma turma do 3º ano do ensino médio, tiveram aula no pátio da escola nesta quinta-feira, devido a falta de ar-condicionado em uma das salas. Relatos de professores e estudantes informam que as salas estão sem ventilação, falta serventes para realizarem a limpeza das dependências da escola. Também não há porteiro, por isso foi desviado um outro funcionário para prestar o serviço, visto que a escola está numa área de risco. Além disso, o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) não retornou neste ano.

Outros pontos que são abordados pelos professores são a falta de verba para merenda e manutenção. Eles ainda ressaltam que o almoço está sendo fornecido, mas não sabem até quando.

A exemplo do que fizeram professores do Isepam, os professores do João Pessoa se reuniram e recolheram assinaturas para uma petição que será entregue ao Ministério Público (MP), informando as péssimas condições em que a escola se encontra,

Os professores ainda relataram que os alunos não ficarão sem aulas, mas que as aulas vão ocorrer em meia carga, ou seja, os alunos serão liberados mais cedo.

O Governo do Estado ainda não se manifestou.

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