Como o estresse pode afetar a nossa alimentação

A alimentação pode sofrer várias influências de acordo com a nossa rotina, nosso estilo de vida, trabalho, ambiente familiar e, na maioria das vezes, a forma como estamos nos sentindo também influencia a maneira como vamos nos alimentar. Para alguns, a comida acaba sendo um escape das tensões emocionais e problemas, a chamada “fome emocional”, que está presente em alguns distúrbios alimentares e todas as suas consequências na saúde. Já para outros, a alimentação surge quase como uma obrigação principalmente nas fases de maior estresse. Sendo a alimentação um dos aspetos que mais sofre impacto com a tensão que sentimos e acumulamos diariamente.

O estresse anda em evidência na rotina de muitas pessoas e esse fator afeta indiretamente a nossa alimentação. Aumento do apetite ou simplesmente mais vontade de comer são alguns sintomas relatados. Essa grande ingestão de alimentos, muitas vezes descontroladamente e sem seleção prévia, leva a um maior risco de aumento de peso e obesidade, resistência à insulina, hipercolesterolémia, problemas cardiovasculares, entre outros. Há também aqueles que perdem o apetite e como consequência, não fornecem energia e nutrientes necessários ao organismo.




Uma das formas para conseguirmos reverter esse quadro é através de uma alimentação saudável, atentando à qualidade e quantidade dos alimentos e mantendo um estilo de vida ativo, mas também procurando auxílio psicológico e técnicas para o alívio dos sintomas. Seja falar regularmente com uma pessoa de confiança, caminhar ou praticar atividades físicas com maior desgaste energético, ou mesmo praticar yoga ou meditação, qualquer opção que envolva um redirecionamento positivo da tensão acumulada constitui uma boa alternativa à ingestão descontrolada de alimentos. E, não menos importante,  tenha uma boa noite de sono. Tente assegurar que dorme, no mínimo, 8h por noite, com sono repousante e reparador (já mencionei a importância do sono nesse post aqui).

O estresse crônico é uma situação desgastante e gera impacto negativo sob o nosso organismo, afetando nossa saúde. Quando começa a afetar a alimentação, o impacto gerado é ainda maior, entrando em um ciclo vicioso cuja tendência é sempre piorar e aumentar o risco de desenvolvimento de diversas doenças. Para interromper ou prevenir este ciclo, é necessário dissociar a alimentação do estresse, preservar os bons hábitos alimentares, prevenindo o quadro crônico e controlando os fatores causais diariamente.

Lara Rosalino, Nutricionista –  CRN 18100218

[email protected] – (22) 998687477

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