Cenário político de Campos começa a ser desenhado para 2020

Mesmo faltando quase dois anos para o próximo pleito eleitoral, o cenário político de Campos já vem se desenhando com nomes e sobrenomes conhecidos. A disputa pela prefeitura de Campos promete intensidade e as articulações para 2020 já começaram a agitar os bastidores da política na cidade.

Entre os principais nomes estão o atual prefeito Rafael Diniz (PPS), Wladimir Garotinho (PRP), Rodrigo Bacellar (SD), Caio Vianna (PDT), além de nomes que podem influenciar o processo eleitoral, como Gil Vianna (PSL) e Fred Machado (PPS).




Rafael Diniz:
O Prefeito Rafael Diniz (PPS) também já deixou claro que estará presente no pleito eleitoral de 2020 como candidato a reeleição. Em entrevistas recentes Rafael disse que utilizou os primeiros dois anos de governo para promover avanços técnicos e que agora com a “casa arrumada” poderá promover também avanços políticos, que segundo ele, foram inviabilizados pela forma em que o governo que o antecedeu deixou a prefeitura.

Os avanços políticos apontados pelo prefeito poderiam ser cruciais para reverter eventuais desgastes sofridos pelo governo devido a medidas tomadas durante os dois primeiros anos de gestão, onde foram necessários fazer diversos cortes para ajustar as contas do Município.

O principal desafio de Rafael nos próximos dois anos será retomar parte da popularidade que pode ter sido perdida e seguir avançando politicamente. Com responsabilidade e com a máquina municipal nas mãos, sem dúvidas Rafael tem boas chances na disputa de 2020.

Wladimir Garotinho:
Sendo o segundo filho do casal Garotinho a entrar para a política, Wladimir Garotinho (PRP) disputou a sua primeira eleição em 2018 e saiu vitorioso para o Cargo de Deputado Federal.
Wladimir é visto como um dos nomes mais importantes na disputa eleitoral de 2020, sendo quem poderia reconduzir ao governo o Grupo Político liderado pelos seus pais, que foram derrotados por Rafael Diniz em 2016 ao apoiarem a candidatura de Dr. Chicão

Apesar de ser oposição ao Governo Rafael Diniz, Wladimir Garotinho prometeu colocar o seu mandato parlamentar a disposição de Campos. Porém, antes mesmo de assumir em Brasília, Wladimir já é alvo de uma investigação por suposta compra de votos na eleição de 2018, o que poderia causar sua inelegibilidade. Ao ocupar o primeiro cargo eletivo, o mais novo político eleito do clã Garotinho tem os próximos dois anos para trabalhar e tentar conquistar o eleitorado através da sua atuação parlamentar, e manter a sua elegibilidade.

Rodrigo Bacellar:
O deputado estadual recém eleito já é velho conhecido dos bastidores da política em Campos, e em 2018 teve a sua primeira vitória nas urnas, estando entre os deputados estaduais mais votados da cidade, mesmo com candidatura independente. O jovem parlamentar é filho de Marcos Bacellar, considerado por muitos, um dos melhores presidentes da história da Câmara Municipal de Campos.

Rodrigo assumiu a presidência municipal do seu partido no final de 2018, que defende uma candidatura própria como uma alternativa nas eleições de 2020, que não esteja nem ligada ao grupo do atual prefeito Rafael Diniz e nem ao grupo liderado por Anthony Garotinho.

Os principais desafios de Rodrigo nos próximos dois anos serão consolidar o seu nome e fortalecer o seu grupo político, que saiu fortalecido no pleito de 2018.

Caio Vianna:
O jovem Caio Vianna (PDT), filho do ex-prefeito de Campos, Arnaldo Vianna, que já esteve entre os nomes mais cotados para a disputa eleitoral na cidade, hoje não empolga mais o eleitorado campista como antes. Caio saiu derrotado das únicas duas eleições que participou, sendo a primeira em 2016, quando concorreu ao cargo de prefeito e obteve apenas 11,43% dos votos válidos e a outra em 2018, quando concorreu ao cargo de Deputado Federal e também não foi eleito.

Outro ponto que deixa a candidatura de Caio Vianna com ainda menos força é a abalada relação política com o seu pai, que ao invés de apoiar o filho, preferiu se aliar a Geraldo Pudim (MDB) em 2016 e chegou a apoiar Rodrigo Maia em 2018, sendo que Maia concorria ao mesmo cargo que Caio.

O principal desafio de Caio Vianna será reagrupar o seu grupo político, já que após as disputas nas urnas, o jovem político tem o costume de “sumir de Campos” e deixar aliados desamparados, enfraquecendo o próprio grupo político, o que não é uma estratégia muito inteligente.

Gil Vianna
O Deputado Estadual Gil Vianna, eleito pelo partido do presidente Jair Bolsonaro, pode ter sua parcela de influência no próximo pleito eleitoral, tanto devido a possibilidade de utilizar a máquina federal ao seu favor, quanto com a chance de surfar na onda conservadora que definiu as eleições de 2018. Apesar de não ter dado nenhuma declaração pública afirmando que será candidato, aliados de Gil garantem que o objetivo do seu grupo político é uma disputa ao executivo municipal em 2020.

O peso de Gil Vianna na balança eleitoral de Campos pode ter uma ligação direta com os primeiros dois anos do Governo Bolsonaro, podendo ele ser impactado negativamente com eventuais desgastes de Bolsonaro ou positivamente caso haja ao longo dos próximos dois anos aprovação popular ao mandato do Presidente. Gil se candidatou ao cargo de Vice Prefeito em 2016 na chapa de Caio Vianna, mas saiu derrotado nas urnas.

Família Machado
O recém empossado presidente da Câmara, Fred Machado (PPS), pertence hoje tanto ao mesmo partido, quanto ao mesmo grupo político do Prefeito Rafael Diniz. Além disso o vereador é irmão de Carla Machado, prefeita do Município de São João da Barra, sendo Carla sua principal mentora e quem o introduziu na política.

Carla sempre teve um olhar atento aos processos eleitorais de Campos e a força do seu irmão na presidência da Câmara Municipal pode fortalecer seu grupo na cidade após o pleito de 2020. Cabe ao prefeito Rafael Diniz cultivar o bom relacionamento com a família Machado, pois ao ocupar a presidência da Câmara de Campos, Fred tem em suas mãos a possibilidade de deixar Rafael realizar boa parte das ações necessárias para terminar o governo com aprovação da população e qualquer abalo na relação entre Rafael e os Machado pode colocar em risco a governabilidade do Prefeito. Apesar disto, existe um bom histórico de amizade e lealdade entre Fred Machado e Rafael Diniz.

 

Com todas essas variáveis o tabuleiro de xadrez permanece conturbado e ainda fica muito difícil tirar qualquer conclusão sobre os rumos políticos da cidade. Só o que resta é torcer por um processo eleitoral limpo, justo e transparente, que traduza a vontade do povo nas urnas e eleja pessoas verdadeiramente comprometidas com o desenvolvimento de Campos.

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