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CDL alerta que o comércio está a beira do caos; Lockdown pode gerar 15 mil demissões em Campos

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos realizou na quarta-feira (31/03) em seu auditório, respeitando todos os protocolos de segurança, uma entrevista coletiva do seu presidente, José Francisco Rodrigues e do presidente do Sindivarejo, Samuel Sterck, tendo ainda lugar à mesa os diretores da Casa, Ralph Azevedo Pereira e Norival Manhães Sobrinho.

Participaram da coletiva a imprensa, escrita, falada e televisionada, quando as duas entidades – CDL e Sindivarejo -, externaram a premente necessidade de reabertura do comércio, após duas semanas de fechamento, diante da constatação de que 30% das empresas do município ligadas a essa atividade, tendem a não mais reabrir suas portas, o que significa no mínimo 15 mil demissões imediatas, com muitas já em curso.

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Ambas as entidades constataram que o setor em sua maioria, não conseguirá pagar os salários de março, bem como tributos municipais, estaduais e federais, tendo ainda o agravante de que no ato dessas demissões será forçado a postergar o pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários dispensados.

Os presidentes da CDL e do Sindivarejo, reafirmaram que o setor segue rigorosamente os protocolos de prevenção ao contagio da COVID-19 na proteção de colaboradores e consumidores. Acrescentam que em todos os momentos foram atores colaborativos nas medidas tomadas pelo Poder Público para conter a pandemia.

Desta forma, a coletiva teve como intuito dar luz à um quadro que se aproxima do caos  no setor, com sequelas inevitáveis em outros ramos da economia do município. O objetivo difere de uma tomada de posição intransigente. Segundo os dirigentes, desde o primeiro momento o comércio tem feito sua parte, inclusive compreendendo as amargas medidas adotadas pela Prefeitura.

ECONOMIA AQUECIDA PARA COMÉRCIO CONGELADO
Na noite desta quarta-feira (31), o Prefeito Wladimir Garotinho anunciou o pagamento dos servidores municipais para a primeira semana de abril. No entanto, a decisão gerou críticas dos comerciantes quando Wladimir afirmou que “aqueceu a economia local”. Segundo um empresário ouvido por nossa equipe, o pagamento dos servidores é uma obrigação, e não tem como aquecer a economia local se os comércios não funcionam.

— As pessoas vão receber os seus pagamentos e vão comprar o básico em Campos e os demais serviços e produtos vão comprar pela internet, que é o que vem acontecendo. Os empresários de Campos que puderam estruturar as suas empresas e fornecer um serviço de qualidade via internet vão conseguir ainda ter um ‘oxigênio’. Mas e o pequeno empresário? E o comerciante do bairro? Nós entendemos que existe sim a necessidade de medidas restritivas, mas qual o critério para falar qual o serviço é essencial? É ser amigo do prefeito? -, desabafou o empresário que preferiu não se identificar.

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