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Caso da dentista de Campos que deformou rosto de pacientes é destaque no Fantástico

Campos mais uma vez se tornou destaque em um noticiário nacional, mas dessa vez de maneira negativa. O Fantástico, revista eletrônica da TV Globo, iniciou neste domingo (02) com uma matéria sobre a dentista campista Giselle Gomes, que é denunciada por deformar o rosto de pelo menos 40 vítimas.

Giselle Gomes se apresentava como profissional especializada e autorizada para realização de procedimentos estéticos de preenchimento labial, com especialização em “Harvard” e cursos na Argentina. A dentista também mentia aos pacientes dizendo-se apta pelo Conselho Federal de Odontologia para realizar procedimentos de harmonização facial. Em seu perfil na rede social “Instagram”, Giselle Gomes se dizia uma dentista experiente e autorizada a oferecer, além da harmonização facial, serviços com a utilização de botox, cirurgia de bichectomia, aplicação de fios e lipoaspiração facial.

No entanto, Giselle não possuía permissão para realizar os procedimentos. Além disso, inseria a substância PMMA no rosto das vítimas, e não o ácido hialurônico, conforme anunciava. O PMMA causa danos permanentes em pacientes, caso não seja aplicado da maneira correta.

A pedido do Ministério Público e do Poder Judiciário determinaram medidas cautelares em relação a Giselle. O Ministério Público obteve, junto ao juízo da Segunda Vara Criminal de Campos, a suspensão da habilitação profissional e a proibição do exercício profissional da odontologista, o bloqueio de sua conta bancária para futuras indenizações e multas, além da suspensão dos perfis de Giselle Gomes nas redes sociais Facebook e Instagram, como forma de inibir a atuação ilegal da dentista em procedimentos de harmonização facial, sob pena de ter essas medidas substituíveis convertidas em prisão preventiva.

Segundo Fabiano Rangel, promotor responsável pelo caso, a dentista pode ser até presa caso não respeite as restrições impostas. “Se ela desobedecer a ordem estabelecida e vier praticar lesão corporal e estelionato, além de exercer a profissão, ela com certeza será presa”, disse o promotor.

De acordo com a delegada Natália Patrão, houve bloqueio de 100 salários mínimos por vítima. Ela ainda é obrigada a comparecer mensalmente em juízo durante o inquérito. Giselle Gomes está temporariamente suspensa para exercer a profissão.

Entre os produtos apreendidos foram recolhidos pela polícia dois celulares, contratos de compra e venda de imóveis, além de vários produtos importados da China e da Coreia do Sul, além de produtos com validade vencida.

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