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Campos opta por manutenção de máscaras com flexibilização de medidas

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O Gabinete de Crise e Combate à Covid-19 se reuniu nesta quarta-feira (03), quando seus integrantes debateram a Lei 9443/21 sancionada pelo Estado, que facultou aos municípios, segundo a análise de seus cenários epidemiológicos, a decisão pela liberação ou não de uso das máscaras. Respeitando a estratégia que colocou Campos como referência no enfrentamento da Covid, com mais de 74% da população total imunizada com a primeira dose, o Gabinete de Crise decidiu pela manutenção do uso das máscaras, até que a imunização com a segunda dose, hoje em 56%, atinja a marca de 80%, com medidas ainda como a ampliação da cobertura de adolescentes, na faixa etária de 12 a 17 anos e a escalada progressiva da flexibilização do protocolo “Regras da Vida”.

O Secretário de Saúde iniciou a reunião falando da importância do Gabinete de Crise e da participação da sociedade civil, citando participações como da promotora pública Maristela Naurath, do presidente da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campos), Leonardo Abreu, entre outros presentes. “Nós estamos evoluindo de forma satisfatória e não podemos errar, permitindo o recrudescimento da pandemia. Em momentos anteriores, tínhamos fila de espera, com cerca de 60 pessoas esperando vaga. Hoje temos ocupação de 15,58% de leitos de UTI e 8,2% de leitos clínicos. Isso nos dá uma segurança, mas não podemos desconsiderar o que está acontecendo no mundo inteiro, com o risco da quarta onda, quando os países, mesmo com a vacinação, flexibilizaram as medidas de distanciamento social e ocorreu nova explosão de casos”, enfatizou o secretário.

Em seguida, o Secretário passou a palavra para o Subsecretário de Atenção Básica, que iniciou a apresentação dos indicadores na 22ª reunião do Gabinete de Crise, criado em janeiro. O médico listou êxitos da estratégia municipal de Campos, com a redução da ocupação de leitos, como de UTI e clínico na privada e do SUS. “A redução do número de casos, de internações, podem fazer alguém perguntar se vencemos a guerra. Não vencemos a guerra, é agora que começa a guerra de casa em casa, cobrando a dose da vacina, com a Estratégia de Saúde da Família, porque este é o momento mais crítico”, defendeu o secretário.

“Até que possamos tirar nossas máscaras, há muitas vacinas para serem colocadas em dia”. Hoje Campos tem 74% da população total com primeira dose e 56% com a segunda dose. “Para que a gente tenha segurança é preciso fazer o cálculo: tenho uma população de 50 mil pessoas que ainda precisam tomar a primeira dose e, se isso não ocorrer, o risco é o de se ter que voltar a fazer restrições”, pondera o secretário.

“Enquanto a gente acelera as flexibilizações”, considera, “não dá para tirar as máscaras e enquanto não se atinge 80% da cobertura”. O Gabinete decidiu manter o município na fase verde, o uso das máscaras continua obrigatório e ampliação da vacinação na faixa etária de adolescentes e novas medidas de flexibilização, que devem ser publicadas em edição suplementar do Diário Oficial, com convocação de nova reunião, inicialmente prevista para 17 de novembro.

“Surpreendam-nos com uma vacinação fantástica. Se você ainda não tomou a primeira dose, se falta você tomar a segunda dose, compareça e vacine-se. No momento em que atingirmos o percentual mínimo, automaticamente iremos publicar o decreto com a liberação do uso de máscaras. Faltam entre 50 mil e 60 mil pessoas, isso sem inserir as crianças”.

O Subsecretário falou sobre o acerto do uso de algorítimo de atraso, que faz a projeção de incidência de casos, com três semanas de antecedência: “Os algoritmos matemáticos e epidemiológicos têm acertado e tem nos ajudado nas decisões, citando a evolução de casos como em março e agosto”.

Em outubro, o algorítimo apontou que outubro e novembro seriam meses calmos, mas o secretário lembrou que esse cenário é dinâmico e que é preciso manter a prudência. Foi citado que os indicadores municipais mostram que Campos está entre as fases verde e branco, o que leva o Estado, por seus parâmetros próprios, a classificar o município como amarelo.

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