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Campanha na internet pede que ladrões devolvam aparelho auditivo furtado de carro de professora no RJ: ‘sem ele não posso trabalhar’

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Carro da professora foi arrombado e os pertences foram furtados na tarde da terça-feira (5). Veículo ficou estacionado na Praça da Cidadania, em Cabo Frio, por cerca de 35 minutos. Campanha na internet pede que ladrões devolvam aparelho auditivo furtado de carro de professora em Cabo Frio, no RJ
Reprodução/Facebook
Uma professora de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, teve o carro arrombado e os pertences furtados na terça-feira (5). Entre os pertences estava um par de aparelhos auditivos que ajudam a profissional a exercer sua profissão.
Amigos da professora Monica Xavier criaram uma campanha nas redes sociais para tentar alcançar o maior número possível de pessoas e tentar recuperar o aparelho. A professora tem esperanças de que alguém encontre e devolva.
Monica conversou com o g1 e disse que deixou o carro estacionado na frente da Praça da Cidadania por cerca de 35 minutos enquanto fazia uma corrida. Quando retornou, o carro tinha sido arrombado e pertences como documentos, bandeja do rádio, estepe do carro e o aparelho auditivo tinham sido levados.
Com a ajuda de familiares, a professora deu entrada para comprar o aparelho neste ano. Ele custa R$ 6 mil e ela ainda está pagando o restante das parcelas.
“Ele levou a roda do meu estepe. Mas isso é o de menos, trabalhando a gente consegue. Mas o aparelho de R$ 6 mil eu ainda estou pagando. Como eu vou fazer? Como eu vou comprar outro? Estou sem saber o que fazer. Estão falando pra eu fazer vaquinha virtual, mas não dá pra contar com isso. Tá todo mundo sem dinheiro. As pessoas estão sendo muito solidárias comigo, até pessoas que eu nem conheço. Eu vou agradecer eternamente a cada um”, conta a professora.
A rotina de trabalho dela começa de manhã em uma escola pública municipal. À tarde, dá aula em uma escola particular, além de dar aulas de reforço.
“Como vou continuar trabalhando sem meu aparelho? Não vai ser útil para ele [ladrão] e nem pra ninguém. Não sei como vou fazer agora. Será que a escola vai permitir que uma paciente auditiva continue na escola sem escutar? Sem a máscara ainda escuto um pouco, mas com a máscara dificulta completamente a audição”.
Ela contou que os pertences estavam em uma pochete branca, e agora aguarda para saber o que foi feito com as coisas.
“Agora é contar com a sorte dele ter jogado a bolsinha fora. Quando ele abriu e viu que era um aparelho auditivo, que não vai ter nenhuma importância pra ele, ou ele vai tentar vender ou vai jogar fora. Quem sabe na sorte dele jogar fora alguém pegue? Os aparelhos estão dentro de uma caixinha preta e estavam na pochete branca”, disse Monica ao g1.
Monica mora há 40 anos na região e disse que isso nunca tinha acontecido. Ela registrou o caso na delegacia de Cabo Frio. Ela disse que viu câmeras de segurança por perto do local, mas as câmeras não estavam funcionando.
O g1 entrou em contato com a Polícia Civil para saber sobre o andamento das investigações e aguarda o retorno.
Necessidade do aparelho na vida da professora
Monica conta que a deficiência auditiva dela foi em decorrência de sarampo que teve quando era adolescente.
“Eu não sou surda e muda. A minha deficiência veio de um sarampo que eu tive quando tinha uns 12 anos. Eu fui descobrir isso lá pros vinte e pouco. De lá pra cá eu não consegui me adaptar ao aparelho. Mas depois eu tive que usar porque pra trabalhar eu precisava escutar as pessoas. Quando eu me adaptei, eu perdi o aparelho porque ele molhou e não podia suar nem nada”.
Durante a pandemia, ela ficou desempregada e teve que pedir a ajuda de familiares para comprar um aparelho novo. Com o apoio do pai, irmão e outros familiares ela conseguiu dar entrada e agora paga o restante das parcelas.
“Eu estou voltando [a trabalhar] e dependo de encontrar esse aparelho. Meu medo é encontrar ele quebrado porque não pode ficar jogando no chão. Agora eu não sei o que aconteceu. Se ele [ladrão] vendeu ou deu pra alguém. Se ele deu pra alguém que vai usar, tudo bem. Mas eu não sei…”, diz a professora.
“Eu estou perdida. É minha arma de trabalho. Sem isso eu não posso trabalhar, como vou ficar desempregada na situação que a gente tá vivendo hoje? Pra trabalhar na escola ou em qualquer lugar eu preciso ouvir as pessoas”.
“Eu ainda tenho esperança que alguém encontre e me devolva”, completou.
Quem tiver informações sobre os pertences da professora pode entrar em contato com ela pelo telefone (22) 99742-4916.

Fonte: G1 – Região dos Lagos

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