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Caiu a ficha, Rafael?

Mesmo com rejeição recorde, no dia 31 de dezembro de 2018 o prefeito de Campos, Rafael Diniz, já disse que seria candidato a reeleição e que seu governo tomaria rumos mais ‘políticos’. O ano passou, mudanças foram feitas, mas a rejeição aumentou ainda mais. Depois da recepção ‘calorosa’ recebida na inauguração do Guarus Plaza Shopping nesta quinta-feira (21), definitivamente ficou explícito que não existe a mínima possibilidade de Rafael ser candidato a qualquer cargo público.

Durante sua campanha em 2016, Rafael não fez comícios, mas ganhou a população em caminhadas por toda a cidade. Naquele momento, para quem não tinha rejeição, até mesmo adversários o recebiam bem. Diferente daquele momento, como Rafael terá condições de fazer corpo a corpo em bairros de Campos que ele esqueceu durante os três primeiros anos de gestão? Não existe possibilidade de Rafael ser bem recebido.




Por curiosidade, o local da vaia de Rafael foi o mesmo local onde ele fez sua convenção, antes da eleição de 2016. Onde Rafael já foi aplaudido, hoje a reação é a que foi vista.

O Governo inclusive deixou de fazer ações em bairros aos sábados, que vinha acontecendo em algumas comunidades, após Rafael ter uma recepção nada amistosa na localidade de Morro do Coco, onde um homem chegou invadir o local onde Rafael estava por insatisfação com a mudança no comando da UBS do local. Por sinal, a região norte do município é onde Rafael tem a maior rejeição, segundo pesquisas.

O governo vive a ilusão de uma ‘volta por cima’, assim como aconteceu em 2016. Naquela eleição, Rafael tinha menos de 1% em pesquisas no início do pleito, mas conseguiu sair vencedor com 54% no primeiro turno. Porém, o momento é totalmente contrário ao que foi vívido naquele ano.

Rafael foi eleito vendendo a esperança e após eleito entregou apenas a ilusão. Os discursos são apenas atos demagógicos que não passam credibilidade, não existindo mais a mínima esperança por parte da população no que Rafael diz. Seja por incapacidade técnica ou desespero, Rafael promete e não cumpre. Isso aconteceu com o Restaurante Popular, Shopping Popular, Palácio da Cultura, Saúde, Servidor, fornecedores e tudo que o governo se dispôs a fazer. Na política, político sem palavra não tem futuro.

Não existe clima e não existe esperança. Rafael é um personagem político que deve ser tratado com respeito, mas sua carreira política é um relógio em contagem regressiva. A luta de Rafael a partir de agora não é de se reeleger, mas sim, de sair da vida política com o mínimo de dignidade possível que um gestor público merece.

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