A região produtora de petróleo da Bacia de Campos perdeu um total de 21.416 vagas de emprego com carteira assinada no ano de 2015, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

No balanço entre demissões e contratações, todas as cidades ficaram com números negativos. O município de Macaé lidera o ranking do desemprego com recorde negativo de 12.168 vagas a menos em 2015. Campos vem depois, com menos 5.027 empregos.

Rio das Ostras ficou em terceiro, com 1.069; Cabo Frio, em quarto, com 678 vagas a menos; depois, Casimiro de Abreu, com 624; São João da Barra, com um déficit de 598 postos de trabalho; Arraial do Cabo, 202; Conceição de Macabu, com 78; e Quissamã, com números negativos de 72 empregos eliminados.

Os dados indicam que nenhuma cidade ficou imune à crise econômica: todas tiveram redução na quantidade de empregos no ano passado.

Além da queda da atividade econômica em geral, Campos sofreu com a perda de investimentos públicos na prefeitura, em razão da perda de receita em royalties e participações especiais pela produção de petróleo, em torno de 46,7%, só no ano de 2015. Em Macaé, as perdas foram de 34,3%.

Até mesmo municípios que não tem sua vida vinculada aos royalties, como Cardoso Moreira e Conceição de Macabu, com uma economia voltada para a agriculura e pecuária tiveram perdas na geração de postos de trabalho: Cardoso, com menos 68 vagas em 2015; Macabu com déficit de 78 postos de trabalho.

Outras cidades do RJ:

No plano estadual, a cidade do Rio de Janeiro ficou com número negativos de 82.705. Sede do Comperj, Itaboraí sofreu as conseqüências dos cortes de investimentos no projeto: perdeu 15.341 postos de trabalho. Um dos principais pólos da indústria naval do país, Niterói registrou 10.668 empregos a menos. Duque de Caxias onde fica localizada a Reduque (refinaria que leva o mesmo nome do município) com menos 7.703 vagas de trabalho.

A situação igualmente difícil é a de Angra dos Reis, onde a interrupção da construção de Angra 3, por causa das investigações da Operação Lava Jato na Eletronuclear e as dificuldades da indústria naval, que resultam das repercussões da mesma operação sobre os contratos firmados pela Petrobras levaram ao fechamento de 3.516 empregos.

Queda histórica:

Segundo o levantamento do mesmo Caged, no total entre contratações e demissões, o Estado do Rio perdeu 183.686 vagas no ano passado.A queda no emprego nos últimos 12 meses é a maior da história. No âmbito nacional, a perda de vagas no último ano supera 1,54 milhão de demissões no país.

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