Aulas nas escolas estaduais só voltam quando Rio estiver na ‘bandeira verde’

O secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, disse, na manhã desta terça-feira, que ainda não há uma previsão para a volta das aulas nas escolas estaduais. O único sinal de reabertura das unidades dada por Fernandes foi que elas voltarão a funcionar quando o Rio estiver na “bandeira verde” de risco de contaminação pelo novo coronavírus (covid-19).
O secretário avisou que a Secretaria de Saúde divulgará, ainda hoje, os critérios com as bandeiras que serão adotadas para indicar a volta das atividades no estado.
“O estado vem sendo dividido por bandeiras. A gente está na bandeira laranja (…). Só retornaremos na bandeira verde, ou seja, no nível máximo possível de segurança”, o secretário frisou, em entrevista à TV Globo.
Fernandes disse que a Secretaria de Saúde é quem dará “a palavra final, através de seu grupo de especialistas para mostrar o momento certo da volta”. Ele afirmou também que depois que a “bandeira verde” estiver decretada, as escolas terão ainda 15 dias para se preparar para a volta das aulas.
“Para fazer treinamento, limpeza das escolas, desinfecção (…), conversa com a comunidade escolar, para voltar de uma forma segura”, garantiu.
O secretário elencou uma série de medidas que terão que ser adotadas pelas unidades; tais como:
. Uso obrigatório de máscara

. Disponibilidade de álcool em gel 70%

. Termômetros para aferição da temperatura

. Distanciamento entre as cadeiras
. Quarentena de alunos que tenham algum sintoma
“A gente vai dar autonomia para todas as escolas construírem a sua estratégia pedagógica, porque cada escola tem uma realidade diferente da outra. Obviamente que esse plano vai ser validado pela Secretaria de Educação. Mas esse debate com a comunidade escolar vai ser muito importante para que a gente possa fazer essa volta da forma mais segura e possível”, defendeu.
Fernandes prometeu ainda a criação de um comitê para avaliar o que será feito caso alguma escola apresente algum caso de infecção pela covid-19. Ele disse ainda que 80% dos servidores da Educação têm mais de 45 anos e que a maioria deles faz parte do grupo de risco da doença.
“A edução é diferente de um shopping, diferente de um restaurante, onde você consegue manter o distanciamento social. É muito difícil controlar um aluno, muitas salas de aula não são arejadas. Então, é uma situação diferenciada”, pontuou.
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