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Asilo do Carmo desmente Prefeitura: “Queremos impedir um genocídio”

A história envolvendo o Asilo do Carmo e a Prefeitura de Campos ganhou um novo capítulo.  Em nova nota, encaminhada para a nossa redação, a diretoria do Asilo do Carmo reforçou todas as informações dadas anteriormente, reafirmando inclusive a falta de pagamento da Prefeitura. A versão do Asilo do Carmo pode ser confirmada em consulta ao portal da transparência da prefeitura, onde não consta nenhum pagamento a instituição no período citado pela Prefeitura de Campos.

A Diretoria do Asilo sobe o tom e ataca o município, afirmando que o poder público está se recusando a realizar uma série de exames nos idosos antes de serem encaminhados para a instituição, o que pode causar uma tragédia, segundo eles. O que a prefeitura classifica como “medida discriminatória”, a instituição define como “medida sanitária”, que visa a garantia da saúde e do bem estar dos idosos já abrigados no Asilo do Carmo.

“O que a instituição está tentando coibir, principalmente em um período de pandemia é um GENOCÍDIO, uma vez que a população do asilo devido a idade avançada, em geral tem uma saúde debilitada, e uma eventual contaminação poderá decretar a morte dos idosos.” – Afirma um trecho da nota.

A nota ainda afirma que a instituição está em dia com a prestação de contas em relação ao período do convênio que foi pago, referente a 2019 e reforça que a prefeitura, além de não cumprir regularmente com o pactuado, ainda retirou do asilo os profissionais de Fisioterapia, Odontologia e Nutrição.

Leia a nota na íntegra:

“O Asilo do Carmo vem informar que das 60 (sessenta) vagas cofinanciadas pelo Município de Campos, atualmente somente 44 (quarenta e quatro), vagas estão ocupadas, pelo motivo do município estar se recusando a encaminhar os idosos com os seguintes exames:
a) Exame de Sangue – para decretar comorbidades prévias, assim como se tem algum quadro infeccioso ou anemia no momento;

b) Raio X de tórax – para avaliação de tuberculose prévia ou DPOC;

c) Urina – avaliar alguma probabilidade de insuficiência renal;

d) DST – para precaução a manipulação dos técnicos e cuidadores, além do contato entre os idosos;
Dessa forma não se trata de nenhuma medida discriminatória perpetuada pela instituição, e sim medidas sanitárias visando a saúde e o bem estar dos idosos já abrigados no Asilo do Carmo, inclusive dos 44 (quarenta e quatro) cofinanciados pelo município de Campos.
O que a instituição está tentando coibir, principalmente em um período de pandemia é um GENOCÍDIO, uma vez que a população do asilo devido a idade avançada, em geral tem uma saúde debilitada, e uma eventual contaminação poderá decretar a morte dos idosos.
Importante deixar claro que o Asilo do Carmo, em momento algum se nega a receber os 16 (dezesseis) idosos faltantes para complementação das vagas cofinanciadas pelo município, apenas pede que os idosos sejam encaminhados com os exames acima descritos, como forma de evitar uma contaminação generalizada.
Esclarecemos também que até a presente data o município de campos não efetuou nenhum pagamento referente o ano de 2020, apesar do Asilo estar em dia com a prestação de contas referente a ultima parcela paga, qual seja dezembro de 2019, uma vez que o Asilo presta contas imediatamente após o recebimento da verba.
Outro fato importante de ressaltar é que o município, além de não cumprir regularmente com o pactuado, ainda retirou do Asilo, os profissionais de Fisioterapia, Odontologia e Nutrição.”

A nota é assinada por Marcelo da Silva Azevedo, presidente da instituição.

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