Eleições 2018

As surpresas na disputa da ALERJ em Campos

Passado o pleito do último domingo (07), começam as análises do cenário político regional onde analistas buscam entender de onde veio a força de cada candidato. Em Campos, a surpresa da vez foi Rodrigo Bacellar. O filho do vereador Marcos Bacellar teve 26.135 votos, sendo o segundo campista mais votado. Diferente dos adversários de urna, Rodrigo era o único entre os principais nomes que não exercia nenhum tipo de mandato e não teve apoio da “máquina pública”, deixando para trás tradicionais nomes como João Peixoto, Bruno Dauaire, Pastor Eber Silva e Abu.

Analisando os números, praticamente todos os principais nomes do cenário campista ficaram na casa dos 13mil até 16 mil votos em Campos. O desequilíbrio aconteceu fora de Campos. O candidato Abu teve 15.143 votos em Campos, e 2.262 fora de Campos, não conseguindo ser eleito. Já Rodrigo, teve um total de 12.870 votos fora do município, mais de 10mil votos a mais do que Abu. Bacellar foi votado em 80 municípios do estado, com destaque para Bom Jesus do Itabapoana, São João da Barra, Cardoso Moreira, São Francisco do Itabapoana, Macaé, Miracema, Volta Redonda e Barra do Piraí, o que demonstra força de articulação não só nas regiões Norte e Noroeste Fluminense.

Já o deputado eleito mais votado de Campos, Gil Vianna, demonstrou força na cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana. Na capital do estado, GIl obteve 4.224 votos, já na região metropolitana teve a expressiva votação de 3.873 votos. Um dos principais fatores para a expressiva votação de Gil, é o fator Bolsonaro que aconteceu em todo o Brasil. O PSL, partido de Gil, elegeu 13 deputados estaduais e terá a maior bancada da ALERJ.

Entre os que aniquilaram as votações, temos o sanjoanense Bruno Dauaire e o deputado que vai para o sexto mandato, João Peixoto. Dauaire teve uma queda de 14.718 votos em comparação com o pleito de 2014. Se naquele ano o seu principal cabo eleitoral foi Wladimir Garotinho, que o fez ser o deputado mais votado de Campos, dessa vez Dauaire teve que correr mais sozinho, tendo dificuldades principalmente na cidade de São Francisco de Itabapoana, onde ele viu sua votação diminuir em quase 80%.

O mesmo fenômeno aconteceu com João Peixoto. Além de diversas complicações e denuncias durante o atual mandato, João recuou em 7.292 votos comparado com 2014, sendo o deputado eleito menos votado de Campos. Parte disso veio de Campos e São Francisco, onde o deputado perdeu quase 4mil votos, o que já era esperado em virtude de vários desgastes ao longo do mandato nas duas cidades. Entretanto, João ganhou teve 400 votos a mais na cidade de São João da Barra.

Os quatro deputados estaduais eleitos na região representam grupos políticos distintos, e cada um deve correr um novo caminho a partir de agora, já visando 2020. A força dos deputados na ALERJ, pode refletir nas disputas do interior do estado.

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