Arquivo Público de Campos está entre os cinco melhores do país

Importante pela construção da memória dos campistas, o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, segue fazendo história. Através de suas pesquisas, organização e preservação, o espaço foi reconhecido como um dos cinco melhores do país pela Câmara Setorial de Paleografia e Diplomática, vinculado ao Conselho Nacional de Arquivos (Conarq), após reunião de documentos dos Arquivos Públicos do Brasil.

– No momento em que se comemora 18 anos do Arquivo Público de Campos dos Goytacazes, desejo cumprimentar esta fantástica instituição que, organiza, preserva e pesquisa seu precioso e rico acervo. Conheço praticamente todos os grandes e bons arquivos brasileiros e, sem dúvida, avalio ser este um dos cinco melhores arquivos municipais de todo o Brasil – destacou o Presidente da Câmara Setorial de Paleografia e Diplomática, o professor Benemérito da Uni-Rio, além de sócio do Instituto Histórico e geográfico Brasileiro (IHGB), João Eurípedes Franklin Leal.




Diversas câmaras técnicas fazem parte do Conarq. Em vista da relevância do Arquivo Público de Campos, Carlos Freitas, diretor do espaço cultural de Campos, assumiu a presidência da Câmara Técnica de Arquivos Municipais. O historiador destaca mais um marco na história de Campos.

– O professor Franklin é uma grande personalidade na leitura e transcrição de documentos antigos, o que torna essa classificação importantíssima. No acervo, já temos excelentes materiais de pesquisa que podem suprir as universidades locais durante muitos anos. Agora vamos buscar elevar o interesse da população e pesquisadores no Arquivo – disse.

Em 2017, o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho foi vencedor da categoria de Preservação de Bens Móveis e Imóveis, pelo projeto “Tratamento Técnico do Acervo Cartorário da Comarca de Campos dos Goytacazes”, etapa de avaliação da Comissão Estadual do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promoção do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de ser o único laboratório de restauração do interior do estado do Rio.

Segundo a historiadora do Arquivo Público, Rafaela Machado, ver o crescimento do Arquivo e o reconhecimento pelo trabalho realizado é satisfatório. A proposta é aproximar ainda mais a população do Arquivo. “Certamente, é algo que demonstra que estamos no caminho certo. Acredito que ter o reconhecimento da comunidade acadêmica, das instituições de pesquisa e dos Arquivos seja de vital importância, mas ter o reconhecimento da população sempre foi nosso maior objetivo. Tornar nosso trabalho conhecido, tornar o Arquivo e o Solar conhecidos dos campistas é o que buscamos fazer com nossos projetos. O reconhecimento externo vem como consequência do trabalho que temos implantando e que tem como objetivo tornar o Arquivo conhecido não apenas por pesquisadores, mas por todos os campistas”, destacou.

O Arquivo Público funciona no Solar do Colégio e está localizado à Rodovia Sérgio Vianna Barroso, 3060 – estrada de Tocos, na Baixada Campista. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h. É possível entrar em contato pelos números de telefone (22) 98175-0656 ou pelo e-mail: [email protected]

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