O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 3ª Promotoria de Tutela Coletiva do Núcleo Campos, determinou que a empresa Rogil retorne a partir deste sábado (13) a circular nas linhas que atendem as localidades de Rio Preto, Lagoa de Cima, Itereré, Santa Cruz, Imbé, Santo Amaro e adjacências. O serviço foi paralisado pela empresa desde 23 de novembro. No fim do mês passado, um grupo de moradores das localidades procurou o vereador Igor Pereira (PSB), que de imediato repassou o caso ao conhecimento do prefeito Rafael Diniz (PPS), enviou ofício ao presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Renato Siqueira, e foi ao MP solicitar uma audiência para que se encontrasse uma solução para o caso. Nos próximos dias, serão seis ônibus circulando nas localidades, número que deverá ser elevado para 16 com o início do ano letivo, conforme consta no termo de acordo da audiência realizada na noite dessa quinta-feira (11), conduzida pela promotora Maristela Naurath.

Os representantes da Rogil estiveram na reunião e alegaram não teria interesse de retomar o serviço. Citaram também um suposto crédito que tem junto à Prefeitura de Campos referente à segunda quinzena do mês de dezembro de 2016, entre outros pontos na tentativa de justificarem o porquê da interrupção do serviço essencial. Por outro lado, o presidente do IMTT alegou que a empresa não havia comunicado sobre a decisão de paralisação do serviço. Renato Siqueira informou, ainda, que o IMTT notificou a Rogil para retomar o serviço, mas a empresa não o fez. Além disso, citou uma suposta dívida superior a R$ 8 milhões da empresa junto ao município e que a Procuradoria já foi acionada quanto à caducidade da concessão da Rogil.

Já a Promotoria apontou que em diligência realizada na garagem da Rogil foi constatado que empresa possui diversos veículos em manutenção, além de 16 disponíveis, incluindo quatro de viagem com ar condicionado. Após a apresentação das alegações, inclusive com a oitiva de representantes das localidades, a promotora registrou o termo de acordo para atendimento emergencial, até que venha uma solução por licitação ou outra forma de transporte coletivo.

— O atendimento é emergencial, ainda não é uma solução plena. Mas avançamos bastante, já que trouxemos ao conhecimento do Ministério Público este problema e conseguimos um acordo com o IMTT e a empresa. Agora, o MP vai fiscalizar e nós também estaremos atuando nesse sentido. A população de Campos precisa de transporte de qualidade. As localidades de Rio Preto, Lagoa de Cima, Itereré, Santa Cruz, Imbé, Santo Amaro e adjacências já tiveram muitos problemas desde novembro pela falta do serviço, que é essencial. Saímos da audiência satisfeitos com a solução emergencial — avaliou o vereador Igor Pereira.

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