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A história do Pequeno Príncipe Rafael: Abraçando os inimigos e apunhalando os aliados

O governo Rafael Diniz tem apresentado uma ótica invertida na alocação de parte da equipe política que ocupa cargos dentro da prefeitura.

É uma prática comum até aqui, o governo convidar para ocupar cargos importantes em sua estrutura, agentes políticos oriundos do grupo liderado por Anthony Garotinho, Alexandre Mocaiber e outros nomes da história política de Campos. Exemplo disso é o nome do Dr. Makhoul Moussalen, que após ir em uma rádio local e criticar duramente o governo, onde chegou até a afirmar que o Abdu Neme vinha fazendo na Saúde era apenas marketing, dias depois foi nomeado com um salário acima dos R$ 7 mil.




Por outro lado, os militantes que foram pra rua com Rafael em 2016, tem sido ao longo do governo alocados em posições mais modestas, como os famosos RPAs e os cargos de confiança com menores salários, sendo esquecido completamente o que fizeram para chegar até ali.

Além dessa ótica aparentemente invertida, onde se dá pouco aos amigos de sempre e muito aos antigos inimigos, o governo ainda tem colocado pra fora esses que estavam ao lado do prefeito desde antes da eleição.

Confesso que ao escrever este artigo, tive como motivação uma exoneração publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (19), onde um candidato a vereador do grupo em 2016, que atualmente atuava como supervisor de bairro, foi exonerado por supostamente, ao que se sabe, tecer críticas ao governo mesmo integrando o quadro dos nomeados. Mas vale salientar que o supervisor de bairro exonerado nesta sexta fazia um bom trabalho em sua localidade.

No contexto histórico político da cidade, a exoneração desse supervisor de bairro talvez não tivesse relevância. Porém, é a melhor forma de se entender o governo Rafael. Vai muito mais do que uma publicação em um papel gerando uma demissão.

O governo Rafael tem como ideologia dar pouco aos seus companheiros de guerra, mas querer vencer a guerra pagando muito para os seus adversários desistirem de guerrear. Pior do que isso é fazer com que quem esteja dentro da estrutura da máquina não possa criticar o rumo que o fracassado governo vai tomando, mantendo uma bolha, de um mundo que não existe, fazendo com que o governo cada vez mais chegue ao fundo do poço.

Mas parece que falta maturidade ao pequeno Rafael. Uma frase conhecida, de um livro infantil diz que “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Realmente, o governo Rafael vem se tornando tudo aquilo que atrai para perto, se tornando cada vez mais diferente do que os campistas esperavam que fosse. Quem precisa pagar para ser bajulado, é por que sabe que fracassou na tentativa de conseguir elogios espontâneos. Quem precisa afastar quem faz críticas construtivas, é por que já desistiu de tentar melhorar.

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