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O número de casos de dengue voltou a subir em Campos. O aumento foi identificado em vários bairros e distritos do município em comparação ao mesmo período do ano passado. O aumento de casos já era esperado em todo o país por conta das chuvas de verão. A Secretaria de Saúde divulgou nesta quinta-feira (28) um balanço de dengue, zika e chikungunyas, todos transmitidos pelo mosquito Aedes Aegypti.

Em janeiro foram confirmados 359 casos de dengue, 56 casos suspeitos de zika, sendo dois confirmados, entre eles uma gestante e quatro casos de chikungunya, sendo apenas um de Campos e os outros três importados.

No ano passado foram confirmados 4.063 casos de dengue no município.

Os bairros mais afetados são Parque Aurora, Centro, Fundão, Morro do Coco, Travessão, Três Vendas, Vila Nova, Conselheiro Josino, Goitacazes e Penha.

AÇÕES DO GOVERNO MUNICIPAL

A Prefeitura de Campos aderiu ao Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, que apresenta três principais eixos: mobilização e combate ao mosquito; atendimento às pessoas; e desenvolvimento tecnológico, educação e pesquisa. As ações acontecem com base nas diretrizes do Ministério da Saúde, com foco na área urbana.

O diferencial é que os municípios, sob a coordenação do Ministério da Saúde, implementaram um novo sistema de coordenação e controle do vetor, a fim de reduzir o índice de infestação do mosquito aedes aegypti, que transmite zika, dengue e chikungunya.

– As ações com esse novo modelo de trabalho tiveram início em dezembro e devem durar até junho deste ano. O tempo dos ciclos para as visitas aos imóveis foi alterado. O primeiro ciclo tem duração de apenas um mês e vai durar até 31 de janeiro. O segundo ciclo também vai durar um mês e será concluído até o final de fevereiro. O terceiro e o quarto ciclos acontecerão em dois meses – março a abril e maio a junho – explicou o secretário.

Durante o mês de dezembro, 34 bairros e distritos foram visitados pelos agentes de endemias, em mais um mutirão, que trabalhou mais de 83 mil imóveis. Desse total, aproximadamente 44 mil foram fiscalizados; os outros 39 mil estavam fechados ou houve recusa por parte dos moradores. Ao longo de 2015, outros 80 mil imóveis já haviam sido visitados em outras mobilizações, totalizando mais de 160 mil imóveis trabalhados somente em mutirões.

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