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Deputada finlandesa é julgada por considerar homossexualidade distúrbio

Paivi Rasanen, uma deputada finlandesa democrata cristã e ex-ministra do Interior, foi a julgamento, esta segunda-feira, devido a comentários feitos em que descrevia a homossexualidade como um distúrbio de desenvolvimento e um pecado.

Para além de julgar a possível ofensa à comunidade homossexual, o tribunal distrital de Helsinque também vai decidir se citar a Bíblia pode ser considerado um crime na Finlândia.

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Paivi Rasanen é médica e deputada do partido democrata cristão desde 1995, e ofendeu a homossexualidade em vários momentos, como no Twitter, em 2019, e num texto de opinião compartilhado online, em 2004.

Em 2004 escreveu que esta orientação sexual era – “um distúrbio do desenvolvimento” – e em 2019 afirmou ser “uma vergonha e um pecado” .

No artigo de 2004, Rasanen afirmou que as evidências científicas provavam inegavelmente que a homossexualidade é um distúrbio no desenvolvimento de uma pessoa e sugeriu que os relacionamentos gay no início da vida poderiam levar ao abuso sexual por homens adultos.

Já no seu comentário de 2019, no Twitter, questionou a decisão da igreja evangélica luterana finlandesa de fazer uma parceria com uma importante associação de direitos LGBTI para organizar um evento do Orgulho LGBTI e publicou uma fotografia com uma citação da Bíblia condenando as relações homossexuais.

Além disto, num programa transmitido pela estação de rádio pública finlandesa Yle, em 2019, Rasanen descreveu a homossexualidade como uma forma de “degeneração genética”.

A deputada negou qualquer irregularidade e disse que as acusações contra ela eram infundadas. “Sinto uma grande responsabilidade porque estou ciente que este caso é histórico para a liberdade de expressão e liberdade de religião”, disse a deputada à Reuters num e-mail antes do julgamento.

A acusação defende que a deputada deve ser multada pelas alegações feitas tanto online como na rádio e a emissora pública condenada a remover partes do programa de rádio em que são feitas afirmações ofensivas.

Ainda não existe uma data para a decisão do tribunal.

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