O movimento “Volta Monitor”, formado por ex-funcionários, colaboradores, Associação de Imprensa Campista (AIC) e Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, deu mais um passo na organização da edição especial do jornal Monitor Campista, que será lançada em novembro, junto com a exposição. O jornal teve suas atividades interrompidas em novembro de 2009. Representantes da prefeitura, Thiago Bellotti e o superintendente adjunto de Comunicação, Paulo Roberto Rangel, receberam o presidente da AIC, Vitor Menezes, nesta segunda-feira (03), na sede da prefeitura. Entre os assuntos tratados, a utilização da marca Monitor Campista, cedida ao município em 2014. O jornal foi fundado em 1834.

De acordo com Bellotti,  a prefeitura vai oferecer total apoio para o projeto e, para isso, os primeiros passos são buscar a Procuradoria Geral do Município e a Superintendência de Programas e Projetos.  “Infelizmente, o município vive um momento difícil com uma receita de mais R$ 1 bilhão a menos, em relação ao ano passado, e isso inviabiliza a utilização de recursos, mas o Monitor Campista é um patrimônio do município e vamos dar total apoio”, ressaltou, destacando o momento de mudanças que os veículos de comunicação vêm atravessando com a migração para a versão on-line.

– A Procuradoria Geral vai oferecer todo o suporte jurídico necessário devido à cessão da marca e a superintendência de Programas e Projetos poderá auxiliar na captação de recursos para que o projeto do jornal e a preservação do acervo sejam viabilizados – acrescenta Paulo Roberto.

O presidente da AIC falou sobre a importância da preservação do acervo e, também, de seu contexto dentro do jornalismo. “Quando teve as atividades suspensas, o Monitor Campista era o terceiro jornal mais antigo do país em atividade, ficando atrás do Diário de Pernambuco e do Jornal do Commercio, que também já não está mais em atividade. Hoje, o Diário de Pernambuco é o mais antigo do país em atividade”, disse Vitor Menezes, lembrando que o Monitor Campista ocupava um papel de imparcialidade, além de guardar em seu acervo grande parte da história do município.

A proposta do movimento é que o Monitor volte a circular em forma de jornal-escola, através de parceria com o Centro Universitário Fluminense (Uniflu), que conta com curso de Jornalismo. Vitor Menezes, que também é professor universitário, adiantou que uma mesa de debate também será realizada no retorno às aulas do curso de Comunicação Social com o objetivo de mostrar a importância do jornal para o município. No momento, outras equipes vêm realizando o levantamento de custos para viabilizar tanto a edição especial, quanto a exposição, que terá edições antigas do impresso e peças do jornal, que teve o último endereço na Rua João Pessoa.

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