Depois da expulsão da deputada licenciada Clarissa Garotinho (RJ), o Partido da República agora está em pé de guerra com seu pai, o deputado Anthony Garotinho, presidente da legenda no Rio. Por ter usado as inserções da propaganda partidária gratuita, regionalizada, para promoção pessoal e ataque a adversários, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou as 80 inserções que o PR teria direito no primeiro semestre em todo país.

A primeira iniciativa do presidente nacional do PR, o ex-ministro Antônio Carlos Rodrigues, foi suspender a regionalização da propaganda partidária para o Rio, o que vai complicar a campanha de Garotinho na disputa por um mandato em 2018. Mas um processo de expulsão de Garotinho não está descartado.

O presidente Antônio Carlos Rodrigues disse que há uma revolta muito grande entre os dirigentes dos outros estados, que serão prejudicados esse ano por culpa de Garotinho. Seis dirigentes já procuraram o líder Aelton de Freitas (MG) para entrar no Conselho de Ética para abrir processo contra Garotinho.

— Como a Executiva Nacional deu autonomia para os 27 estados regionalizarem a propaganda partidária, a gente nunca esperava que o Garotinho fosse fazer isso. Ele não é uma pessoa inexperiente, e não foi por falta de alerta. Há uma revolta grande no PR contra ele, porque o mau uso da propaganda partidária no Rio queimou as 80 inserções que teríamos no primeiro semestre. Infelizmente não cabe recurso no TSE, porque há prova documental do mau uso das inserções pelo Garotinho — disse Antônio Carlos Rodrigues.

Segundo o dirigente do PR, quando TSE devolver as inserções do partido, os 26 estados continuarão tendo o direito de fazer a regionalização, menos o Rio.

— Como presidente, a primeira providência que posso tomar, monocraticamente como presidente, é suspender a regionalização da propaganda no Rio para sempre. Eu conversei com o Garotinho, mas ele é complicado. É professor de Deus — lamentou o presidente nacional do PR.

Em nota, a assessoria de Garotinho afirmou que não foi procurado por Antônio Carlos Rodrigues para falar sobre o assunto, e disse que a puniçao ocorreu devido à falta de participação de mulheres.

“O presidente nacional do PR, Antônio Carlos Rodrigues, jamais me procurou para tratar desse assunto. O que existe – e está no site do TSE – é que o tempo de propaganda do partido foi cassado por não promover a participação política feminina, e não pelos motivos alegados”, diz o texto.

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