Além de raspar os cabelos, implantados há alguns anos, Eike Batista sofreu outro revés na Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo de Gericinó, onde está preso. O empresário pode levar até seis meses para conseguir o benefício da visita íntima. Até lá, deve suspender o uso contínuo de Cialis, remédio para disfunção erétil, do qual é adepto há anos. Há alguns meses, o bilionário admitiu o uso do comprimidinho milagroso numa conversa informal com amigos.

De acordo com a Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), a entrada de remédios desse tipo só é permitida se chancelada por um atestado médico.

Segundo o urologista Hélio Barreto, Eike não corre risco com a interrupção repentina do tratamento. “O máximo que pode acontecer é uma ereção não tão rígida”, explica ele, que fala da diferença entre o medicamento e o Viagra, famoso entre os brasileiros: “O Cialis é indicado para pacientes com uma janela de oportunidades, para que o cara não passe nenhum aperto. Já o Viagra é para quem tem a vida sexual mais programadinha, porque você ingere o comprimido apenas duas horas antes da relação sexual”.

“Todo mundo que convive com ele sabe dessa história do remédio”, conta uma fonte próxima a Eike: “Sempre foi notória a predileção dele por mulheres bonitas e de fácil acesso”. Por fácil acesso, leia-se garotas de programa. No livro “Tudo ou nada”, da jornalista Malu Gaspar, há, inclusive, um capítulo dedicado à fúria de Flávia Sampaio, até então namorada de Eike, quando decobriu vários books com fotos e nomes das garotas contratadas num computador de uma das quatro secretárias do empresário. “Essa secretária contratava as moças para ele. Quase sempre elas acompanhavam os jantares de negócios do Eike com parceiros do mundo inteiro. As garotas eram o enfeite. E ele pagava por todas. Com algumas, ele ficava”.

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